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B&P Valor

Perguntas frequentes

Perguntas frequentes sobre contratos públicos

Respostas diretas sobre o diagnóstico, os prazos, a documentação, o sigilo e a forma como conduzimos cada pleito. Quando a resposta depende do contrato, dizemos isso — e explicamos do que depende.

Antes de enviar

O diagnóstico contratual

O que é o diagnóstico contratual?

Não é uma proposta comercial. É uma análise preliminar: recebemos os dados do contrato, avaliamos o objeto, a fase, o problema e a documentação disponível, e retornamos com uma leitura técnica sobre a existência do direito e a viabilidade do pleito.

Se não houver lastro técnico, dizemos isso.

Em quanto tempo recebo o retorno?

Em até 2 dias úteis após o envio. Um dos sócios lê todos os diagnósticos.

Se houver prazo correndo — uma intimação de multa, um recurso de licitação, uma renovação próxima —, informe isso no formulário ou fale conosco pelo WhatsApp. Prazo fatal não espera fila.

Que documentos devo enviar?

Quanto mais completo o material, mais precisa a leitura: contrato e aditivos, edital, planilha orçamentária da proposta, medições, notas fiscais dos insumos relevantes e a correspondência oficial com o órgão. Em multas, envie também a intimação e as peças do processo; em atraso de pagamento, as medições atestadas e os empenhos.

O anexo é opcional e aceita arquivos PDF, XLSX ou DOCX de até 20 MB.

O que é o Diagnóstico de Equilíbrio Contratual?

É a primeira avaliação de um contrato que pode ter perdido o equilíbrio econômico-financeiro: o diagnóstico contratual aplicado ao reequilíbrio.

Identificar o desequilíbrio é o primeiro passo para recuperar o valor do contrato.

Recebemos os dados do contrato, avaliamos o objeto, a fase, o problema e a documentação disponível, e retornamos com uma leitura técnica sobre os indícios de desequilíbrio, a existência do direito, a viabilidade do pleito e os caminhos de atuação possíveis.

Não é uma proposta comercial. Se não houver lastro técnico, dizemos isso.

E se eu não tiver toda a documentação?

Envie o que tiver. O diagnóstico serve exatamente para mapear o que existe e o que precisa ser reconstruído.

Com frequência, parte da prova já existe, mas está espalhada em e-mails, diários de obra, ofícios, atas e notas fiscais. Organizá-la é parte do trabalho.

Preciso informar o valor do contrato?

Não. O valor do contrato não é campo obrigatório. O formulário oferece uma faixa de valores opcional, que ajuda a dimensionar a análise, mas não é condição para avaliarmos o caso.

Como são protegidos os documentos que envio?

Contratos e planilhas são tratados como informação confidencial: armazenamento privado, sem indexação, acesso restrito a quem analisa o caso e links de acesso com prazo de expiração.

O tratamento dos dados segue a Lei Geral de Proteção de Dados (Lei nº 13.709/2018) e a nossa Política de Privacidade.

Posso conversar com alguém antes de preencher o formulário?

Sim. O WhatsApp está disponível em todas as páginas do site, e também atendemos pelo telefone +55 (12) 99629-6646 e pelo e-mail comercial@bepvalor.com.br.

O formulário, porém, é o caminho mais rápido para uma análise: ele organiza as informações de que precisamos e permite anexar o contrato.

Sem promessa, com método

Como a B&P Valor trabalha

Quem conduz a parte jurídica do pleito?

Não somos escritório de advocacia. Somos consultoria em contratos — e dizemos isso antes que você pergunte.

A fundamentação jurídica e a condução do processo administrativo fazem parte do nosso trabalho, sob responsabilidade da Dra. Ana Ronzani, advogada em Direito Público, ao lado da engenharia econômica e do planejamento tático. Cálculo e fundamentação são entregues no mesmo documento.

E se o caso precisar ir ao Judiciário?

A B&P Valor conduz a esfera administrativa. Quando o caso avança para o Judiciário, a fundamentação técnica, os cálculos e a memória de prova produzidos por nós sustentam a ação — conduzida por advogado habilitado.

Preciso de advogado para pedir o reequilíbrio de um contrato público?

Na esfera administrativa, em regra, não: a própria empresa contratada pode apresentar o pedido, e a assistência de advogado é facultativa (na esfera federal, Lei nº 9.784/1999, art. 3º, IV). O edital, o contrato e a legislação de cada ente podem trazer regras próprias.

O que decide um pedido de reequilíbrio é a prova: a memória de cálculo, os documentos que demonstram o fato e a fundamentação. Não somos escritório de advocacia: a B&P Valor é uma consultoria que reúne engenharia econômica, planejamento tático e área jurídica para construir essa prova e conduzir o processo administrativo. Se o caso seguir para o Judiciário, a ação é conduzida por advogado habilitado, com a documentação que produzimos.

A B&P Valor garante o resultado do pedido?

Não. A decisão é do órgão contratante — e, se for o caso, do Judiciário. Ninguém pode garanti-la.

O que oferecemos é método: análise de mérito antes de qualquer pedido, memória de cálculo rastreável e fundamentação aderente aos entendimentos do TCU e dos tribunais de contas estaduais. Quando o pleito não tem lastro técnico, não seguimos com ele.

Como a B&P Valor é remunerada?

Depende do serviço. A assessoria continuada é um contrato mensal, com escopo dimensionado pelo número de contratos acompanhados; os pleitos protocolados no período são conduzidos sob o mesmo contrato.

Para demandas pontuais — um reequilíbrio, uma defesa, uma cobrança —, a proposta é apresentada por escrito depois do diagnóstico, com escopo definido. Em nenhum caso ela vem acompanhada de promessa de resultado.

Quem analisa o meu contrato?

Os sócios, trabalhando no mesmo problema: engenharia econômica, com Luanna Drumond; planejamento tático, com Murilo Barbosa; e a frente jurídica, com a Dra. Ana Ronzani. Nas questões da Reforma Tributária, soma-se a quarta disciplina, tributária e contábil.

Nenhuma disciplina, isoladamente, encontra a resposta correta.

Como escolher uma consultoria para reequilíbrio e defesa de contratos públicos?

Quatro perguntas ajudam a comparar: a equipe calcula o desequilíbrio, com memória de cálculo rastreável, ou apenas redige o pedido? Engenharia econômica e fundamentação jurídica trabalham no mesmo documento? Há experiência com o seu tipo de contrato — obra, serviço continuado ou fornecimento? E a empresa diz, já no diagnóstico, quando o pleito não tem lastro técnico?

Desconfie de quem promete resultado ou percentual de êxito. A decisão é do órgão contratante, e ninguém pode antecipá-la.

Que tipo de empresa a B&P Valor atende?

Empresas que executam contratos com o poder público: obras e infraestrutura; fornecimento de alimentos e produtos; saúde, com medicamentos, insumos e serviços; tecnologia da informação; limpeza e conservação; e serviços terceirizados contínuos, como vigilância, portaria, recepção e apoio administrativo. Os contratantes são prefeituras, governos estaduais, autarquias, empresas estatais, forças armadas e entidades do Sistema S.

Atuamos em todas as fases do contrato público: antes da licitação, durante a execução e no encerramento. A matriz fica em São José dos Campos (SP), e o trabalho é essencialmente documental — o que permite atender contratos em diferentes estados.

A B&P Valor faz perícias e auditorias?

Sim. Perícias e auditorias fazem parte do portfólio da B&P Valor, como serviço às empresas que contratam com o poder público: análise técnica independente de contratos, medições, custos e cálculos.

Na prática, a análise verifica se o contrato está sendo medido, pago e atualizado como deveria, se há glosas ou retenções sem fundamento e se existem custos que deveriam ter sido recompostos. Quando encontra um desequilíbrio, um crédito ou um risco, ela se torna a base técnica do pedido ou da defesa adequada.

A B&P Valor divulga o nome dos seus clientes?

Não. Nossos clientes competem em licitações e convivem, todos os dias, com os órgãos cujos contratos defendemos. Expor um deles seria trair o que nos contratam para proteger.

Os casos publicados são anonimizados por categoria de órgão. As marcas exibidas no site identificam órgãos e entidades contratantes, não clientes.

Pedir reequilíbrio ou contestar uma multa prejudica a relação com o órgão?

Um pleito administrativo não é confronto: é o exercício de um direito previsto em lei, pelo canal que a própria lei criou.

Um pedido bem instruído também protege o servidor público: com memória de cálculo e fundamentação, ele pode deferir sem receio perante o tribunal de contas. E os princípios da impessoalidade e da isonomia, que regem as licitações, não admitem que o exercício regular de um direito contratual seja critério para tratar uma empresa de forma diferente.

Reequilíbrio · reajuste · pagamento

Equilíbrio e pagamento do contrato

Qual é a diferença entre reajuste, repactuação e reequilíbrio?

Os três preservam a equação econômico-financeira do contrato, mas em situações diferentes.

O reajuste aplica, a cada ano, o índice previsto no edital. A repactuação, própria de serviços contínuos com mão de obra dedicada ou predominante, recalcula os custos da planilha — em especial depois de nova convenção coletiva. O reequilíbrio recompõe o contrato quando um fato extraordinário rompe a equação — e deve ser pedido durante a vigência, antes de eventual prorrogação.

Cada um tem rito próprio, prazo próprio e prova própria. Aplicar o errado custa o pedido.

Os custos subiram depois da proposta. Tenho direito a reequilíbrio?

Depende de três perguntas. A alta decorre de fato posterior à proposta, imprevisível ou de consequências incalculáveis, que você não provocou? Ela ultrapassa o que o índice de reajuste já cobre? O risco não foi atribuído à contratada pelo edital ou pela matriz de riscos?

Se a resposta às três for sim, há fundamento para o pedido. Se o custo subiu por erro de precificação da própria proposta, por má execução ou por risco que o edital alocou à contratada, em regra não há — e dizemos isso antes de qualquer pedido.

O órgão negou o meu pedido. Ainda há o que fazer?

Em muitos casos, sim. O indeferimento precisa ser motivado e enfrentar a prova apresentada; contra ele cabe recurso ou pedido de reconsideração, conforme a lei aplicável, o contrato e as normas do órgão.

Vale examinar o motivo da negativa: muitos pedidos não são negados por falta de razão, mas por falta de demonstração. Quando o problema é a instrução, um pedido refeito com memória de cálculo pode ser viável — desde que ainda dentro do prazo.

A medição foi aprovada e o pagamento não chega. Por onde começar?

Pela documentação: medições atestadas, notas fiscais, empenhos e toda a correspondência com o órgão sobre o atraso. Em seguida, uma notificação formal registra a mora e os valores devidos.

Se o atraso persistir, o caminho é o pleito administrativo de cobrança do principal, da correção monetária e dos encargos, instruído com a memória de cálculo da atualização. Medição aprovada e não paga não é impasse — é inadimplência.

Prazo perdido não se recupera

Prazos, prevenção e Reforma Tributária

Quais prazos não posso perder?

Os mais comuns, nos contratos regidos pela Lei nº 14.133/2021: impugnação ou pedido de esclarecimento do edital até 3 dias úteis antes da abertura da licitação (art. 164); recurso contra atos da licitação e contra a extinção unilateral do contrato em 3 dias úteis (art. 165); defesa contra multa em 15 dias úteis da intimação (art. 157) e recurso contra a sanção aplicada em 15 dias úteis (art. 166); e o pedido de reequilíbrio, que deve ser feito durante a vigência e antes de eventual prorrogação (art. 131, parágrafo único).

O edital, o contrato e a legislação de cada ente podem trazer regras próprias, e contratos regidos pela Lei nº 8.666/1993 seguem prazos diferentes. Na dúvida, trate o prazo como curto.

Meu contrato foi assinado sob a Lei nº 8.666/1993. Qual lei se aplica?

Contratos celebrados com base na Lei nº 8.666/1993 — inclusive os licitados por ela durante o período em que as duas leis conviveram — continuam regidos pela lei antiga durante toda a vigência (arts. 190 e 191 da Lei nº 14.133/2021).

Isso muda prazos, ritos e fundamentos: a defesa prévia contra multa, por exemplo, é de 5 dias úteis na lei antiga. Por isso, a primeira etapa do diagnóstico é identificar o regime jurídico de cada contrato.

O que posso fazer hoje para proteger os contratos em andamento?

Construir a prova antes de precisar dela: identificar os insumos da Curva A de cada contrato, registrar seus preços com data e nota fiscal, organizar medições, diários de obra e ofícios, acompanhar as datas de reajuste e de renovação e protocolar reservas de direito no momento em que cada fato ocorre.

A prova do reequilíbrio começa a ser construída antes da ocorrência do impacto.

A Reforma Tributária afeta empresas com contratos públicos?

Sim. A Lei Complementar nº 214/2025 dedicou os artigos 373 a 377 ao equilíbrio econômico-financeiro dos contratos administrativos firmados antes de sua vigência. Para os demais, a criação, a alteração ou a extinção de tributos depois da proposta também leva à revisão dos preços contratados (Lei nº 14.133/2021, art. 134). A mudança de tributos altera a formação do BDI, os preços unitários, o capital de giro e o custo da cadeia de fornecedores.

O direito existe. A prova, não — ela precisa ser construída agora, sobretudo nos contratos que atravessam 2027.

Quando a Reforma Tributária passa a valer para a minha empresa?

A transição já começou. Em 2026, a CBS e o IBS são cobrados em caráter de teste (0,9% e 0,1%). Em 2027, a CBS passa a vigorar integralmente e o PIS e a Cofins deixam de existir. De 2029 a 2032, o ICMS e o ISS são reduzidos gradualmente e substituídos pelo IBS; em 2033, o novo sistema vigora por completo (Emenda Constitucional nº 132/2023 e Lei Complementar nº 214/2025).

Para quem tem contrato público, 2027 é o ponto crítico: é quando a mudança de tributos começa a alterar, de fato, o custo de executar o contrato. A prova desse impacto precisa ser preparada antes.

Prazo perdido não se recupera

Diagnóstico Contratual

A resposta certa depende do contrato.

Envie os dados do contrato. Analisamos o objeto, a fase, o problema e a documentação disponível, e retornamos com uma avaliação preliminar sobre a existência e a viabilidade técnica do pleito.